quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Congregação sem clero?

A verdade é que, a despeito do prestígio que goza o sistema clerical  na igreja contemporânea, ele tem pouco a ver com a congregação(oholyau) do Novo Testamento(aliança renovada), é basicamente contraproducente, e é em si mesmo um empecilho à vida saudável da congregação.
PRIMEIRO, entendam, por favor, que nossa crítica é ao clero enquanto instituição, e não às pessoas que ocupam o cargo.  As pessoas que têm cargos de ministros e pastores são, em sua maio­ria, pessoas esforçadas. 
Amam a Yhwh, embora nem saibam seu nome, e se comprazem em servir  e Seu povo. Geralmente são sinceros, amorosos, inte­ligentes, altruístas, e longânimos. Que fique claro que o problema com o clero não está nos clérigos mas na profissão de que estão investidos. 
Que fique claro também que, não obstante os sérios proble­mas de sua profissão, os clérigos conseguem realizar um bom trabalho na igreja. Não é o caso que os clérigos não sejam úteis aos membros; tanto são úteis que se tornaram demasiadamente importantes na vida da igreja. Mas eles conseguem prestar um bom trabalho, a despeito de sua profissão, e não por causa dela.
Não há dúvida de que o clero é uma profissão, e que os clérigos são profissionais. Do mesmo modo que os advogados protegem e interpretam a lei, e os médicos protegem e administram remé­dio, o clérigo protege, interpreta e administra a palavra de Deus. 
Como outra profissão qualquer, o clero esta­be­lece padrões de conduta acerca de como seus membros devem se vestir, falar e agir, no serviço ou fora do serviço, como vai ser gerido as finanças, em que vai ser gasto tal recurso, quem vai ocupar os demais cargos   etc. 
E, como outras profissões, estabelece padrões de escolaridade, de prepa­ro, de admissão à profissão, procedimentos para candidatar-se a um emprego, e aposentadoria.
 Tanto padres católicos como ministros protestantes têm que preencher determinadas expectativas de seus párocos, amigos, hierarquias, autoridades denominacionais e de suas próprias expectativas, com respeito a seu grau de preparo, tipo de pessoa que devem ser, e o desempenho de determinados tipos de obrigações.
Tradici­onalmente, a profissão requer que os clérigos sejam do sexo masculino e, em algumas igrejas, dedicados ao celibado, ou  casados, e bem casados. Requer também que sejam formados por seminários e ordenados oficialmente. Para outras, nem  há de se ter   preparo intelectual, basta auto chamar-se o líder  .
Mas de um modo geral, a profissão requer que os clérigos sejam pessoas extraordinariamente dotadas: devem ser líderes natos, oradores qualifi­cados, administradores capazes, conselheiros empáticos, sábios em tomar decisões, hábeis em resolver conflitos, e teólogos astutos.
Os padrões da profissão requerem algo até difícil de algum mortal conseguir: que sejam moralmente retos e exempla­res em todos os sentidos. Seu trajar deve ser impe­cá­vel, e devem falar com autoridade e convicção.Os clérigos funcionam essencialmente como administradores eclesiásticos profissionais. São suas responsabilidades: o preparo de aulas, homilias, e sermões; visitar os doentes, ministrar fune­rais, casa­mentos e sacramentos; supervisionar eventos sociais, escola dominical, e aulas de catecismo; pre­­pa­rar casais para o casamento, aconselhar os que têm problemas, preparar relatórios da denomi­na­ção, ser assíduos nos encontros denominacionais, dirigir programas missionários e evangelísticos, reunir e super­visionar o quadro de funcionários, ministros auxiliares, líderes da mocidade, pessoal administrativo e equipes de evangelização; organizar carreatas para levantamento de fundos, cuidar das relações comunitárias, supervisionar a utilização e manutenção da planta física, incentivar, disciplinar e edificar os párocos, e estabelecer a visão e metas da igreja.Há, assim, um conjunto bem definido de obrigações que todos, até mesmo os não evangélicos, reconhecem como sendo os de­ve­­res de um clérigo. 

Isto é do conhecimento geral justamente por se tratar de uma profissão institucional, criada e mantida por denomi­nações, hierarquias, seminários teológicos, leigos e pelos próprios clérigos.
O PRIMEIRO PROBLEMA inerente ao clero é que não é uma profissão instituída por Yhwh. Simplesmente não há autoridade ou justificação nas escrituras para a profissão clerical que conhecemos. Na verdade, o Novo Testamento(aliança renovada) sugere uma forma bem diferente de congregação  e ministério pastoral.
A his­tória nos mostra que as sociedades humanas têm criado castas espirituais de curandeiros, sacerdotes, magos, profetas, gurus, e a igreja cristã não é exceção.
Não demorou muito para que a igreja engen­drasse, com base em passagens bíblicas ambíguas (“sobre esta rocha edificarei a minha igreja”, “não amordaces o boi, quando pisa o tri­go”) uma enorme superestrutura hierárquica institucional. Isso deu origem a um sistema de duas classes no seio da igreja, o clero e o laicato, dos quais o clero é considerado o mais espiritual.
Não obstante seu rompimento com a igreja católica, os protestantes se parecem com ela no que diz respeito ao clero. Mesmo tendo resgatado das escrituras, dentre outras revelações, que o justo viverá pela fé, a ceia do Salvador sem o bolinho do sol(redondo), como é o catolicismo e o batismo como centro da revelação de Deus,  a profissão criada pelos protestantes para proteger e anunciar esta revelação funciona de modo idêntico ao sacerdócio católico. Enquanto o padre ministra corretamente a hóstia, o pastor  ministra um pedacinho de pão e um copinho de suco de uva.  
Se nós analisarmos o que é a ceia do Salvador nas escrituras(livro de Atos) era uma comemoração normal, cotidiana, do dia a dia, de casa em casa,  feita pela  congregação, onde reparte-se o pão entre todos os crentes, ou seja,  lembramos da oração do  pai nosso, onde o pão,  significa a refeição cotidiana que deverá ser repartida entre pobres e ricos, naquela ora da ceia, sendo que o pão espiritual representa o pão da vida Yarushua, o messias.
Mas, quando voltamos à Palavra de Yhwh e a reconsideramos, vemos que a profissão clerical é produto da cultura e história humanas, e não reflete a vontade de Yhwh para a congregação. Simplesmente não há como construir uma justificativa bíblica em defesa da instituição do clero.
O SEGUNDO PROBLEMA com a profissão clerical é que ela esmaga a ‘vida do corpo’. O Novo Testa­mento nos mostra que não é a vontade de Yhwh que a igreja seja uma associação formal a que uma membresia subalterna pertença através do pagamento de taxas e freqüência a reuniões; uma associação organizada, orientada e governada por um líder profissional (e por uma burocracia adminis­trativa no caso das grandes organizações). No entanto, é precisamente assim que são a maioria das igrejas.
Ao contrário, a intenção de Yhwh é que a congregação seja uma comunidade de crentes na qual os membros contribuem com seus dons, talentos e habilidades de modo que através da participação e cooperação ativa de todos, as necessidades  da congregação sejam atendidas. Em outras palavras, em lugar de um ‘ministério de profissionais’, o que deve haver em nossas igrejas é o ‘ministério do povo’. Deste modo, a igreja poderá funcionar como um corpo, onde cada membro, com suas características pessoais, contribuirá para o bem de todo o corpo. Paulo deixa bem claro que os dons de cada mem­bro são indispensáveis, e que o corpo precisa de que cada membro dê sua contribuição, caso con­trá­rio o corpo estará aleijado. (I Co. 12:20-25).
Essa revelação acima dita precisa ser resgatada também, juntamente com as outras acima, pois infelizmente houve uma era em que muitas verdades das escrituras foram enterradas pela igreja da nossa época.

O problema é que, independentemente dos ditames de nossas teologias acerca do propósito do clero, o efeito real da profissão clerical é aleijar o corpo de Yahushua, o Messias, título do escolhido do Criador para reger o seu povo. Não que seja esta a intenção do clérigo, (via de regra, suas intenções são boas).  Em provérbios 14:12 que  há caminhos que ao homem parecem direitos, mas seu fim não é o melhor.
Mas esse sistema de clero e leigos apresenta  características intrín­secas que inevitavelmente fazem dos ‘leigos’ receptores passivos.
O perigo do papel do clero é em sua essência, a profissionalização e centralização dos dons de todo o corpo em uma única pessoa através do clérigo. Em casos severos, o clero chama para si, até  a  auto denominação de "sumo pontífice", ou "patriarca das nações" etc. Tanto é a confusão que muitos caem na tentação da  sede de poder.
Assim, o clero representa a capitulação do cristianismo à tendência da soci­edade moderna à especialização. Os clérigos são especialistas espirituais, especialistas eclesiásticos.
As demais pessoas na igreja são meros crentes ‘comuns,’ que têm empregos seculares e atividades não espirituais nas quais eles podem se especializar, tais como conserto de canos, ensino, marketing.
Assim, o que deveria ser feito por todos os membros da igreja, de modo informal, descentra­lizado, não profissional, é feito por uma única pessoa: O Pastor, um profissional em regime de tempo integral. Como o pastor ou padre é pago para ser o especialista em operações e gerenciamento eclesiásticos, é lógico e natural que os leigos assumam uma atitude passiva na igreja.  
Ao invés de contribuir com sua parte para edificá-la, eles ‘vão à igreja’ na condição de receptores passivos para serem edifica­dos. Em vez de usar seu tempo e energia para exercitar seus dons para o bem do corpo, eles se deixam ficar sentados, assistindo ao clero apresentar seus dons e talentos, ou até só  cumprindo seus rituais programados e em alguns casos seu show de entretenimento dos ouvintes.
Imaginemos uma reunião de domingo. Os membros chegam na hora certa, silenciosamente se assentam nos bancos, olham as cabeças que estão a sua frente,  ouvem o ministro, o qual ocupa uma posição de destaque na frente e no centro. Os membros levantam-se, sentam-se, e só falam e cantam quando autoriza­dos pelo ministro ou dirigente ou por um programa impresso. Coitado dos tímidos neste sistema!.
Na realidade, o que acontece nessa reunião é um retrato microcósmico da realidade da vida da igreja.
Se os membros da igreja pudessem visualizar- que a igreja não é uma associação formal, mas uma comunidade,- que os dons são dados a cada um, sem necessidade de ordenação,- que todos devem participar ativamente do trabalho da igreja,- que o dom de ninguém é mais importante que o dom dos demais,- que a participação de todos é a garantia de uma igreja viva, plena e saudável,- e que esta é a visão da vida de uma igreja bíblica,creio que eles começariam a se perguntar “Afinal de contas, para que estamos pagando o clero ?” uma pergunta que só faz sentido. 
O clero profissional só é necessário quando os membros da igreja NÃO estão desempenhan­do sua parte. Em contrapartida, quando cada membro participa ativamente e dá sua contribuição para o bem do corpo, o ministro profissional torna-se desnecessário. Este fato está sendo compro­vado diariamente nas dezenas de milhares de igrejas nas casas em todo o mundo.
O TERCEIRO PROBLEMA com a profissão clerical é que ela frustra-se a si mesma. Embora seu propósito declarado seja nutrir a maturidade espiritual da igreja, em si um alvo valoroso, na prática ela consegue o oposto, isto é, alimenta uma dependência permanente dos leigos ao clero. 
O clero é para suas congre­ga­ções como pais cujos filhos nunca crescem, como terapeutas cujos pacientes nunca são curados, como professores cujos alunos nunca se formam.   

A presença de um ministro profissional, como o sistema desenha, pode impedir que os membros da igreja assumam a responsabilidade pela vida dinâmica da igreja. E por que razão o fariam, pensam eles, se esta é a obrigação do pastor? Resultado: o ‘laicato’ permanece em um estado de dependência passiva.  Ora  pensaria, o irmão está doente, porque o pastor não vai visitá-lo, pois trabalho o dia inteiro, e ele o que faz?  ou pensaria,  precisamos evangelizar. Ora não disponho tempo para isso, já tem gente cuja profissão é essa. Eu mesma já ouvi o pastor dizer: Gente, se eu renunciasse a essa igreja, ela fecharia. Deu vontade de dizer, ela não fecha por que você não é dono dela. Concluí que essa dependência provocada por este sistema,  não é saudável. 

Por outro lado, imaginemos uma igreja que não tenha conseguido um substituto para o pastor, que renun­ciou. Eventualmente, os membros teriam que rapidamente  acolher o sistema bíblico, mas sem nenhuma experiência sobre este assunto, muitos  teriam que sair de seus assentos; se reuniriam e decidiriam quais membros se encarrega­riam do ensino, quais seriam os conselheiros, quais se encarregariam das ofertas, quais visitariam os doentes, como seria feito a reunião, olhariam uns para cara dos outros, ai, talvez, chegassem à conclusão que ninguém tem tempo disponível, ou tudo é  muito estressante, e numa melhor perspectiva, permaneceriam só com as reuniões e olhe lá! 
Com um pouco de discernimento, chegariam à conclusão de que  todo o corpo  se encarregariam dessas tarefas por meio do Espírito do Criador  que habita em nós. 
Assim, eles seriam levados a descobrir os seus respectivos dons, talentos e a função que têm a desempenhar na edificação do corpo. Com um pouco de ousadia, essa igreja chegaria gradativa­mente a uma mudança definitiva. 
Alguns, descontentes, sairiam à procura de uma igreja no sistema mecanizado com líderes profissionais de tempo integral ou  não. 
Mas os que permanecessem para participar da edificação da igreja, atingiriam a maturidade espiritual muito mais rapidamente do que se tivessem um pastor para fazer todo o trabalho. É uma experiência magnífica que vale a pena experimentar e desenvolvê-la e dedicar-se a esta visão bíblica, como diz o apóstolo Paulo : Mas tudo seja feito para edificação e com ordem, a fim de que , se o incrédulo visitar a reunião entenda o que se passa e se converta.
O QUARTO PROBLEMA inerente à profissão clerical é o mal que faz aos seus próprios mem­bros.
Como todos sabemos, a tarefa do pastor é árdua, ele algumas vezes carrega o fardo sozinho, não consegue  uma equipe boa para auxiliá-lo, sendo muito difícil alcançar-se um ótimo desempenho. 
Esclareço que é justamente o objetivo da visão bíblica é que toda igreja vire a equipe, inclusive os presbíteros, eles são também parte da equipe, todos tem dons e talentos para o Senhor, o presbitério ou cooperadores  também tem seus dons e talentos. O presbitério bíblico tem sua função na igreja, mas sua função é apenas de levar as pessoas a serem edificadas com Cristo, além de ter funçoes  administrativas da repartição das ofertas com as viúvas necessitadas, dentreo outras tarefas, o ministério da palavra, da oraçao etc.

Crentes idealistas que são, convencidos de que estão de fato servindo a Yhwh nessa profissão, a ela se entregam de corpo e alma, só para enfrentarem frustrações, estresse, e verem sua saúde se arruinar. Hoje há uma tendencia do clero seguir uma tal de teologia da prosperidade, que piora mais ainda o fato, pois enchem-se de riquezas e luxo. Esquecendo-se do exemplo de Jesus e do apóstolo Paulo.

Não é de se admirar que seja assim, já que os clérigos têm que desempenhar as funções de toda uma congregação! Como é possível alguém ser ao mesmo tempo um líder nato, orador excelente, visionário, administrador competente, conselheiro abnegado, alguém sábio em tomar decisões, solucionador imparcial de confli­tos, carismático e astuto teólogo?  Não me supreende o fato de alguns terem seguido pelo caminho da teologia da prosperidade, pois como suportar esse fardo todo e sem tanto dinheiro para compensar o massacre psicológico que sofrem? A final de contas dinheiro traz uma alegria ilusória.

Qual a lógica de os membros de uma igreja esperarem que uma só pessoa tenha que fazer todo o trabalho para eles?
A profissão de um pastor ou padre é bastante irrealista. Tão irrealista como uma empresa que espera que um só funcionário desempenhe todo o trabalho ou  seja officeboy, secretário, gerente e presi­dente, conselheiro, psicologo,   enquanto os demais funcionários só comparecem ao serviço uma vez por semana para assistir ao desem­penho sobre-humano desse super-funcionário, apenas dando uma pequena contribuição eventual quan­do solicitado.  Eu peço até que voce, caro leitor, ore muito pelo pastor da sua igreja nesse sistema que adotaram, para que ele não se suicide como o pastor americano Teddy Parker, no dia 13/11/2013, ele falou   a mulher e os filhos para irem à igreja , pois depois iria dar o sermão,  sendo que se matou neste dia. Ou, se católico, interceda pelo padre, para ele ser fiel aos seus votos e conhecer o amor e graça de Cristo,  porque  essa reclusão social que sofre é o seu fardo, pois pessoas humanas não foram preparados para este fardo religioso.

Assim, a profissão clerical requer um desempenho sobre-humano de um ‘super-cristão’. Os crentes cônscios das limitações e fraquezas do ser humano devem saber que não é assim que a coisa funciona. E Deus o sabe; por isso delegou a tarefa de edificar e manter a igreja à responsabili­dade com­par­tilhada de todos os membros, em vez de a uma só pessoa centralizadora, especializada e profissionalizada.
OS CLÉRIGOS são guardadores da igreja. Mas a igreja não precisa de guardadores do tipo clerical que acabamos de considerar. Deus é o guardador, e Ele conclama todos os crentes a parti­ciparem de Sua obra. 
O clero profissional tem a missão de preservar, proteger e ministrar a verdade cristã, os ensinos, a Bíblia, os sacramentos e a autoridade. 
Mas a verdade cristã NÃO é algo tão frágil, e não precisa ser prote­gida por uma classe profissional. O Senhor já falou até por meio de mula, e hoje nos fala através do seu Filho. A verdade cristã também não é nenhum tipo de material classificado, perigoso, que só peritos autorizados, portadores de crachá, possam carregar. Nem é algum bem valioso que precise ser guardado em cofres de alta segurança, sob a proteção de guardas armados. É a função do Espírito Santo e não de uma hierarquia ou  de uma classe autorizada com seu diploma,   pre­ser­var a verdade cristã.
Aprouve ao Espírito Santo atribuir essa função a todos os Seus filhos, para ser por eles compartilhada.Como já vimos, o problema com o clero não está nas pessoas investidas da profissão, pois pessoas estas geralmente sinceras e responsávei, mas no papel social da profissão em si. 
Eventualmente os pastores até que tentam adaptações de seu papel, para torná­­­­‑lo mais realista e bíblico. Mas logo descobrem que não estão agradando, porque as denominações e as próprias congregações cobram dele o desempenho padrão tradicional.
Um problema ainda mais sério que a profissão clerical é que a maioria dos cristãos já redefiniu o que seja uma igreja sadia. Para a maioria dos freqüentadores de igreja, uma igreja robusta e saudável é aquela que cresce numericamente, que tem um pastor maravilhoso, carimástico, figura que inspira poder, apresenta muitas atividades e programas, entretimentos. 
Acontece que, com base nas escrituras, esses fatores são irrelevantes.De acordo com as escrituras, o que é relevante é que cada membro coopere ativamente para o bem do corpo através de sua participação responsável e pela prática de seus dons. 
À luz da Palavra, o que é importante é que os crentes se fortaleçam e adquiram maturidade espiritual através da edificação mútua. Uma congregação do Caminho é um  povo, com ministério descentralizado. Por ‘igreja sem clero’ não queremos dizer que não haja necessidade de ministro em tempo integral ou semi integral ou que não precise de ofertas para ajudar os missionários, como o Ap. Paulo. 
Na verdade, o que a igreja necessita é de que todos membros sejam ministros em tempo integral.
 A pergunta rele­vante aqui é: que tipo de ministérios devem esses ministros desempenhar. 
Segundo o Novo Testa­mento, esses ministros em tempo integral devem estar ministrando no mundo e para o mundo, ajudando o pobre, evangelizando, levando a paz onde há conflito e violência.  De acordo com a Bíblia, é o mundo e não a igreja que precisa de ministros em tempo integral.
O QUE PRECISAMOS hoje é de uma igreja sem clero. Os próprios pastores precisam ser liberados da cobrança de que sejam ultraversáteis, multitalentosos e sobre-humanos. Os leigos, por sua vez, precisam ser despertados da cômoda ilusão de que basta freqüentar a igreja aos domingos e entregar os dez por cento de seus vencimentos. 
Uma igreja sem clero não é algo fácil. Requer a participação ativa de todo o corpo. Mas as recompensas e a alegria de ver o crescimento interior, da participação, da solidariedade, da comunhão são muito compen­sadoras. E todos engajados nesse ideal estarão fazendo com que a igreja deixe de ser um lugar aonde se vai, e passe a ser a algo que todos juntos somos: igreja. adaptado e traduzido de:http://www.home-church.org/voicesdocs/noclergy.htmlpor João Lucas Leite

o que será denominação?

Denominacionalismo é o ato de se dividir do restante do Corpo de Yahushua o Messias, nosso salvador, formando um grupo sob o emblema de uma doutrina, de uma pessoa, de uma pratica, etc.
Cremos no batismo, mas nem por isso devemos nos denominarmos batistas”. 
Cremos que há presbíteros(administradores) no Corpo de Yahushua o Messias, mas nem por isso devemos nos denominarmos “presbiterianos”. 
Cremos nos dons(do grego charismas), nem por isso devemos nos denominarmos “carismáticos”. 
Cremos no pentecoste, mas nem por isso devemos nos denominarmos “pentecostais”. 
Cremos que Martinho Lutero, por algumas razões, desafiou o poder do Papa, mas nem por isso devemos nos denominarmos “Luteranos”. Cremos nos métodos de Yhwh, mas nem por isso devemos nos denominarmos “Metodistas”.
Cremos no advento(vinda) do Yahushua O messias, mas nem por isso devemos nos denominarmos “adventistas”.
Sabemos, pela história,  que o corpo do Messias  foi apelidado de assembléia pelos gregos(são as reuniões se realizavam com alguma frequência entre os gregos, na democracia ateniense na Grécia Antiga) mas nem por isso nos denominamos "assembleianos"
Cremos que a congregação sendo muitos, há um só corpo, mas nem por isso  nos denominamos  "católicos", palavra que vem do grego e significa universal.
Cremos que estamos sob a graça do Messias, mas nem por isso somos "da graça"
ou seja, não somos de Apolo, não somos de Cefas, não somos de Paulo.  Complicado entender isso. Mas um dia chegaremos lá. 
Fica para meditação que no hebraico, congregação é a palavra "oholyau" que significa tenda onde o Criador habita.
Não ousamos colocar sobre nós qualquer nome que não possa ser usado por todos os filhos de Yhwh.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Ecl%C3%A9sia