quarta-feira, 13 de maio de 2015

MATEUS 11.12 – A Violência ao Reino dos Céus


“E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele”.

As escrituras tem de ser interpretadas de maneira interagindo com outras passagens das escrituras sobre a violência e também o necessário dar um conceito de violência:

1º) O que é violência para os humanos:
É importante dizer que os romanos já distinguiam duas espécies de coação, as quais são adotados ainda hoje no direito brasileiro:
I – “Vis absoluta” (coação física) – violência física exercida contra alguém para que pratique um ato contra sua vontade;
II – “Vis compulsiva” ou “metus” (coação moral) – violência moral, temor capaz de induzir, ameaça que causa medo no agente, impelindo-o à prática do ato contra sua vontade. A vítima conserva uma relativa liberdade, mas pelo temor de sofrer conseqüências piores, submete-se à vontade do coator. 

2º) O que seria violência no reino espiritual?
Compreende que a escritura diz que temos de revestirmos de uma armadura, mas as peças são espirituais, e Paulo diz que a vida dele foi um bom combate, entretanto a Escritura  diz que esta luta é espiritual, não física: (Efésios 6:12) - “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”. Quando a igreja transfere esta luta para o mundo físico, identificando pessoas pelo qual Jesus morreu para salvar, a igreja pode criar doutrinas perigosas, assim como aconteceu no período da idade média com as fogueiras e torturas para os que são contra a denominada igreja cristã.
Um dos textos mais usados para permitir atitudes violentas como de inspiração divina é Mateus 11:12. Façamos uma análise mais aprofundada do texto. Estas palavras do Soberano Yarushua(Jesus) tem sido usadas para promover muitas violências contra pessoas, foram nelas que a Igreja Católica Medieval se apoiou para fazer a inquisição(métodos terríveis de tortura), e inclusive que muitos movimentos cristãos históricos se apoiaram para promover perseguição, genocídio, preconceito, racismo, e divisões. Os cristãos chegaram a formar exércitos para exterminar inimigos “pagãos”. Houve os “soldados de Cristo” que carregavam uma armadura e espadas reais e matavam fisicamente os chamados “inimigos da igreja”(Cruzadas). A violência “cristã” criou a doutrina do anti-semitismo fazendo de todo judeu um traidor como Judas, e diminuiu todos os povos de pele escura como amaldiçoados por teoricamente serem filhos de Cão. Com doutrinas absurdas os pretensos “cristãos” criaram suas ‘desculpas’ para a violência a favor do Reino de Deus. 
Porque Yarushua não deixou a “orelha de Malco” cortada, mas a curou e mandou Pedro deixar a espada? 
A violência espiritual  resulta na violência física.

Ora Yarushua, apelidado e confundido pelos greco-romanos de Jesus, considera a violência contra os humanos, desnecessária, como expressou em outro texto "quem usa da espada a espada será ferido". 

Vemos que a violência contra os seres de carne e osso é claramente contrária a mensagem do Sermão da Montanha que afirma que os que alcançarão o Reino dos Céus são os “pobres de espírito” e “os que sofrem perseguição por causa da justiça”. (Mateus 5:3) - “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; (Mateus 5:10) - Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”. Estes dois versículos utilizam o mesmo termo usado pelo texto estudado: Reino dos Céus. Além disso, no Sermão da Montanha, Yarushua afirma outra bem-aventurança que diz ser os pacificadores ou os que trazem a paz, os que serão os filhos de Deus: (Mateus 5:9) - “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”. Isto afasta muito o conceito de violência como forma benigna de alcançar o Reino dos Céus. No texto do Sermão da Montanha em Lucas o Reino dos Céus é traduzido por Reino de YHWH, o que mostra que os dois são o mesmo lugar, não há diferença, pois o Reino dos Céus é o Reino de Yhwh


Temos seis textos traduzidos abaixo do mesmo versículo:
O texto na tradução Almeida Corrida Fiel (ACF) diz: “E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele”.
Na  versão Biblia de Jerusalém(BJ) " Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e violentos se apoderam dele"

Na linguagem do dia de hoje (LDH) diz: “Desde os dias em que João anunciava a sua mensagem, até hoje, o Reino do Céu tem sido atacado com violência, e as pessoas violentas tentam conquistá-lo”
Na Versão O Verdadeiro Nome diz: "    ".

Na Versão Católica (VC) diz: “Desde a época de João Batista até o presente, o Reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam”.
Nas seis traduções encontramos uma primeira parte praticamente igual: “E, desde os dias de João o Batista até agora...”, apenas na LDH acrescenta uma amplificação que não é uma tradução, mas uma conclusão: “...anunciava a sua mensagem...”. 
Não vou considerar a versão Atualizada (A) e a NVI(nova versão internacional, pois foram adulteradas : “Desde os dias de João  Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele”.
Ora, "esforço" é uma palavra muito vaga, pois um esforço pode ser para o bem ou para o mal. Dificulta totalmente  a compreensão. Já a  palavra "sofrer violência" como está no original, é algo maléfico.


 Seria uma incoerência permitir a violência contra pessoas, pois o Reino de Deus aqui é chamado de Reino dos Céus, NÃO  da terra. Então apoderar-se de territórios físicos usando de violência como se fosse para o Reino dos Céus, é um erro de interpretação e uma incoerencia com o texto.  
Ora,  o Reino dos Céus já está feito, quando a violência é usada é para conquistá-lo. O Reino é dos Céus, NÃO  da Terra. O Reino dos Céus já de propriedade de YHWH, e os “violentos” querem adquiri-lo. 

Ora, sabemos pelas escrituras que : "Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês fecham a porta do Reino do Céu para os outros, mas vocês mesmos não entram, nem deixam que entrem os que estão querendo entrar." (Mateus 23:13).
Ora,  No livro de Mateus cita  quem são as pessoas que "se apoderaram",  ou seja, estão na posse ilegal da porta do Reino dos Céus, assim como muitas religiões e entidades também estão. Então todo cuidado é pouco!

Do outro lado, estão as pessoas querendo entrar no Reino dos Céus, querem conhecer a verdade para serem libertas, mas como conseguir se há todo um complô, da parte de Satanás e dos homens, para obstruir; para entrar requer esforço, conforme  Lucas 16: 16. Não pense ser fácil conhecer a verdade. Se você puder ser estorvado, enganado, você ficará estorvado e enganado. Se você ficar despreocupado, irá dar às forças antagônicas todo o terreno que eles querem para colocar você para fora.

O  Reino dos Céus é violentado ou agredido por pessoas violentas com o objetivo de se apoderarem dele, mas ele nunca será  adquirido  por violência. Neste conceito a violência é uma arma usada contra o Reino dos Céus, e por meio de violência apoderam-se dele. Em várias parábolas Jesus demonstra o que é o Reino dos Céus, e diz que o Reino dos Céus é semelhante a algum símbolo. Independente do local do Reino dos Céus, ele é um ambiente ou um grupo de pessoas que Deus está no controle. Então a violência contra o local ou grupo de pessoas que estão sobre o governo de Deus poderia gerar um tipo de conquista, mas que o texto não diz ser uma conquista de domínio, mas de aprisionamento, mesmo que seja apenas fisicamente. Pessoas violentas então poderiam através da violência agredir o Reino de Deus e apoderar-se dele. E o texto não diz que este domínio é a conquista e sim o “roubo” ou apropriação usurpadora, conforme a palavra no original. 

O texto no original diz:
΄από δε τϖν ΄ημερϖν ίωάννου τοΰ βαπιστοΰ ΄έως ΄άρτι ΄η βασιλεία τϖν οϋρανϖν βιάζεται καί βιασταί ΄αρπάζουσιν αΰτήν.
Transliterado é : APO DE TON EMERON IOANNU TU BAPTISTU (João Batista) EOS ARTI E BASILEIA TON URANON (Reino dos Céus) BIAZETAI KAI BIASTAI ARPAZUSIN AUTEN. 
Encontramos algumas palavras nas duas partes finais do versículo que vamos estudar:
βιάζεται - ( Biazetai) Esta Palavra que é traduzida por violência é na verdade um verbo BIAZW que está na voz passiva e deveria ser traduzido como “sofrer violência”. 
βιασταί - (Biastai) é outra palavra que é um substantivo proveniente do verbo BIAZW, e que quer dizer “homem violento”. 
΄αρπάζουσιν - (Arpazusin) é um verbo ARPAZO que significa “roubar, arrebatar, tomar para si”. 
Considerando as palavras chaves das duas partes finais do texto poderiamos dizer que o texto literalmente diz:
“... o Reino do Céus sofre violência e o homem violento rouba ou arrebata para si a ele.” 

Não podemos acreditar que que um homem violento poderia através de um roubo, que é, adquirir o que NÃO  é de seu poderio ser uma forma aprovada por Deus. E a salvação não pode ser adquirida por nenhum mérito próprio é dada gratuitamente, graça, por meio do ato sacrificial de Jesus Cristo em sua morte e ressurreição. Ninguem pode alcançar a salvação por meio de atitudes extremas ou violentas, pois para alcançar o Reino dos Céus é necessário receber o que Jesus fez. Nenhum seguidor do Caminho deveria ser violento roubando algo que não é seu, isto é uma obra de Satan. Então este texto leva a compreensão que existe uma agressão contra o Reino de Yhwh, assim como foi feito contra João o Imersor, e homens violentos usam da violência para aprisionar ou roubar para si tudo que é do domínio de YHWH, especialmente seu povo, a igreja. João o Imersor  foi aprisionado e decapitado por homens violentos, e isto foi uma violência contra o Reino dos Céus, assim como todos os atos violentos contra a congregação  durante todos os séculos. A violência contra o Reino de Deus sempre aconteceu, e vai acontecer a ponto de aprisionar e até matar o povo do Criador YHWH, mas o dia da vingança virá, e esta vingança não pertence a igreja, pertence a Deus. (Deuteronômio 32:35) - “Minha é a vingança e a recompensa, ao tempo que resvalar o seu pé; porque o dia da sua ruína está próximo, e as coisas que lhes hão de suceder, se apressam a chegar”.

Há diferença entre  quem  arrebata o reino dos Céus usando violência e aqueles que querem entrar nos reinos dos céus :
O que arrebata o reino do Céus usando violência, fica na porta, do lado de fora, atrapalhando os outros de entrar.
E os demais,  portanto tem de empregar força para entrar nele, pois há os violentos atrapalhando,  conforme Lucas 16:16.

Ressalto que esses usurpadores temporários do reino dos céus,  apesar de lhes ser possível aos homens 'tomar, arrebatar, roubar' o reino dos céus, eles nunca vão ser o proprietário do reino dos céus , pois ele já pertence a YHWH, e o nosso Criador NÃO vai abrir mão nunca.

A ilustração dos lavradores desonestos(Mateus 21)
 33Agora ouçam: Certo proprietário plantou uma vinha com uma sebe em volta; construiu um lagar e uma casa para o guarda, e arrendou a vinha a uns lavradores a troco de uma participação na vindima, e depois foi viver para outro país. Quando chegaram as vindimas, mandou os seus empregados ir ter com os lavradores para receber a parte que lhe competia. Mas os lavradores assaltaram aqueles, espancaram um, mataram outro e apedrejaram um terceiro. Então o dono mandou um grupo ainda maior para cobrar a sua parte, e o resultado foi o mesmo. Por fim, mandou o filho, pensando que certamente o respeitariam. Os lavradores, porém, ao verem o filho aproximar-se, disseram entre si: 'Aí vem o herdeiro da propriedade; vamos matá-lo e ficaremos com ela! Arrastaram-no para fora da vinha e mataram-no.  Quando o dono voltar, que acham vocês que fará àqueles lavradores?"  Os dirigentes YAOHÚ-dim(judeus)  responderam: "Dará morte severa àqueles homens perversos e arrendará a vinha a outros que sejam pontuais no pagamento". 42 YAOHÚSHUA perguntou-lhes: "Nunca leram nas Qaotáv(escritura): 'A pedra rejeitada pelos construtores"foi a que veio a ser escolhida para pedra de apoio! Coisa notável foi essa; foi um admirável ato de YÁOHU UL. Por isso garanto que o reino de YÁOHUH UL vos será tirado e entregue a um povo que dê a YÁOHUH UL a sua parte na colheita. Todo aquele que tropeçar nesta pedra da verdade será feito em pedaços; e aqueles sobre os quais ela cair serão esmagados como o pó." Quando os principais intermediários e os Paruchs (farsyim, fariseus) perceberam que eram eles os lavradores da história que YAOHÚSHUA tinha contado, resolveram ver-se livres dele, mas tinham medo de o fazer por causa do povo, que aceitava YAOHÚSHUA como homem de YÁOHU UL. fazer um blog


O Verdadeiro comportamento daqueles que entram no Reino e cuidam dele com amor, seria, o abaixo:
"pastoreai o rebanho de Yhwh que está sob vosso cuidado, não por constrangimento, mas voluntariamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de animo pronto "
Pedro incentivou os anciãos do Caminho  do primeiro século  a respeito do rebanho aos seus cuidados. (Leia 1 Pedro 5:1, 2.) Embora fosse considerado coluna na congregação, Pedro não se dirigia aos anciãos com ar de superioridade. Ele os admoestava como coanciãos. (Gál. 2:9
. Era importantíssimo que reconhecessem que o rebanho pertence a YHWH  e  a Yarushua O Messias. Os anciãos tinham de prestar contas sobre como cuidavam das ovelhas de YHWH. Digamos que um grande amigo, que vai se ausentar por algum tempo, lhe peça para cuidar dos filhos dele. Você não cuidaria bem das crianças e de sua alimentação? Se uma delas adoecesse, não providenciaria os cuidados médicos? Da mesma forma, os anciãos de congregação devem “pastorear a congregação de Deus, que ele comprou com o sangue do seu próprio Filho”. (Atos 20:28) Eles têm em mente que toda ovelha foi comprada com o precioso sangue de Yahushua O Messias. Sabendo que precisam prestar contas, os anciãos alimentam, protegem e cuidam do rebanho.



quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Congregação sem clero?

A verdade é que, a despeito do prestígio que goza o sistema clerical  na igreja contemporânea, ele tem pouco a ver com a congregação(oholyau) do Novo Testamento(aliança renovada), é basicamente contraproducente, e é em si mesmo um empecilho à vida saudável da congregação.
PRIMEIRO, entendam, por favor, que nossa crítica é ao clero enquanto instituição, e não às pessoas que ocupam o cargo.  As pessoas que têm cargos de ministros e pastores são, em sua maio­ria, pessoas esforçadas. 
Amam a Yhwh, embora nem saibam seu nome, e se comprazem em servir  e Seu povo. Geralmente são sinceros, amorosos, inte­ligentes, altruístas, e longânimos. Que fique claro que o problema com o clero não está nos clérigos mas na profissão de que estão investidos. 
Que fique claro também que, não obstante os sérios proble­mas de sua profissão, os clérigos conseguem realizar um bom trabalho na igreja. Não é o caso que os clérigos não sejam úteis aos membros; tanto são úteis que se tornaram demasiadamente importantes na vida da igreja. Mas eles conseguem prestar um bom trabalho, a despeito de sua profissão, e não por causa dela.
Não há dúvida de que o clero é uma profissão, e que os clérigos são profissionais. Do mesmo modo que os advogados protegem e interpretam a lei, e os médicos protegem e administram remé­dio, o clérigo protege, interpreta e administra a palavra de Deus. 
Como outra profissão qualquer, o clero esta­be­lece padrões de conduta acerca de como seus membros devem se vestir, falar e agir, no serviço ou fora do serviço, como vai ser gerido as finanças, em que vai ser gasto tal recurso, quem vai ocupar os demais cargos   etc. 
E, como outras profissões, estabelece padrões de escolaridade, de prepa­ro, de admissão à profissão, procedimentos para candidatar-se a um emprego, e aposentadoria.
 Tanto padres católicos como ministros protestantes têm que preencher determinadas expectativas de seus párocos, amigos, hierarquias, autoridades denominacionais e de suas próprias expectativas, com respeito a seu grau de preparo, tipo de pessoa que devem ser, e o desempenho de determinados tipos de obrigações.
Tradici­onalmente, a profissão requer que os clérigos sejam do sexo masculino e, em algumas igrejas, dedicados ao celibado, ou  casados, e bem casados. Requer também que sejam formados por seminários e ordenados oficialmente. Para outras, nem  há de se ter   preparo intelectual, basta auto chamar-se o líder  .
Mas de um modo geral, a profissão requer que os clérigos sejam pessoas extraordinariamente dotadas: devem ser líderes natos, oradores qualifi­cados, administradores capazes, conselheiros empáticos, sábios em tomar decisões, hábeis em resolver conflitos, e teólogos astutos.
Os padrões da profissão requerem algo até difícil de algum mortal conseguir: que sejam moralmente retos e exempla­res em todos os sentidos. Seu trajar deve ser impe­cá­vel, e devem falar com autoridade e convicção.Os clérigos funcionam essencialmente como administradores eclesiásticos profissionais. São suas responsabilidades: o preparo de aulas, homilias, e sermões; visitar os doentes, ministrar fune­rais, casa­mentos e sacramentos; supervisionar eventos sociais, escola dominical, e aulas de catecismo; pre­­pa­rar casais para o casamento, aconselhar os que têm problemas, preparar relatórios da denomi­na­ção, ser assíduos nos encontros denominacionais, dirigir programas missionários e evangelísticos, reunir e super­visionar o quadro de funcionários, ministros auxiliares, líderes da mocidade, pessoal administrativo e equipes de evangelização; organizar carreatas para levantamento de fundos, cuidar das relações comunitárias, supervisionar a utilização e manutenção da planta física, incentivar, disciplinar e edificar os párocos, e estabelecer a visão e metas da igreja.Há, assim, um conjunto bem definido de obrigações que todos, até mesmo os não evangélicos, reconhecem como sendo os de­ve­­res de um clérigo. 

Isto é do conhecimento geral justamente por se tratar de uma profissão institucional, criada e mantida por denomi­nações, hierarquias, seminários teológicos, leigos e pelos próprios clérigos.
O PRIMEIRO PROBLEMA inerente ao clero é que não é uma profissão instituída por Yhwh. Simplesmente não há autoridade ou justificação nas escrituras para a profissão clerical que conhecemos. Na verdade, o Novo Testamento(aliança renovada) sugere uma forma bem diferente de congregação  e ministério pastoral.
A his­tória nos mostra que as sociedades humanas têm criado castas espirituais de curandeiros, sacerdotes, magos, profetas, gurus, e a igreja cristã não é exceção.
Não demorou muito para que a igreja engen­drasse, com base em passagens bíblicas ambíguas (“sobre esta rocha edificarei a minha igreja”, “não amordaces o boi, quando pisa o tri­go”) uma enorme superestrutura hierárquica institucional. Isso deu origem a um sistema de duas classes no seio da igreja, o clero e o laicato, dos quais o clero é considerado o mais espiritual.
Não obstante seu rompimento com a igreja católica, os protestantes se parecem com ela no que diz respeito ao clero. Mesmo tendo resgatado das escrituras, dentre outras revelações, que o justo viverá pela fé, a ceia do Salvador sem o bolinho do sol(redondo), como é o catolicismo e o batismo como centro da revelação de Deus,  a profissão criada pelos protestantes para proteger e anunciar esta revelação funciona de modo idêntico ao sacerdócio católico. Enquanto o padre ministra corretamente a hóstia, o pastor  ministra um pedacinho de pão e um copinho de suco de uva.  
Se nós analisarmos o que é a ceia do Salvador nas escrituras(livro de Atos) era uma comemoração normal, cotidiana, do dia a dia, de casa em casa,  feita pela  congregação, onde reparte-se o pão entre todos os crentes, ou seja,  lembramos da oração do  pai nosso, onde o pão,  significa a refeição cotidiana que deverá ser repartida entre pobres e ricos, naquela ora da ceia, sendo que o pão espiritual representa o pão da vida Yarushua, o messias.
Mas, quando voltamos à Palavra de Yhwh e a reconsideramos, vemos que a profissão clerical é produto da cultura e história humanas, e não reflete a vontade de Yhwh para a congregação. Simplesmente não há como construir uma justificativa bíblica em defesa da instituição do clero.
O SEGUNDO PROBLEMA com a profissão clerical é que ela esmaga a ‘vida do corpo’. O Novo Testa­mento nos mostra que não é a vontade de Yhwh que a igreja seja uma associação formal a que uma membresia subalterna pertença através do pagamento de taxas e freqüência a reuniões; uma associação organizada, orientada e governada por um líder profissional (e por uma burocracia adminis­trativa no caso das grandes organizações). No entanto, é precisamente assim que são a maioria das igrejas.
Ao contrário, a intenção de Yhwh é que a congregação seja uma comunidade de crentes na qual os membros contribuem com seus dons, talentos e habilidades de modo que através da participação e cooperação ativa de todos, as necessidades  da congregação sejam atendidas. Em outras palavras, em lugar de um ‘ministério de profissionais’, o que deve haver em nossas igrejas é o ‘ministério do povo’. Deste modo, a igreja poderá funcionar como um corpo, onde cada membro, com suas características pessoais, contribuirá para o bem de todo o corpo. Paulo deixa bem claro que os dons de cada mem­bro são indispensáveis, e que o corpo precisa de que cada membro dê sua contribuição, caso con­trá­rio o corpo estará aleijado. (I Co. 12:20-25).
Essa revelação acima dita precisa ser resgatada também, juntamente com as outras acima, pois infelizmente houve uma era em que muitas verdades das escrituras foram enterradas pela igreja da nossa época.

O problema é que, independentemente dos ditames de nossas teologias acerca do propósito do clero, o efeito real da profissão clerical é aleijar o corpo de Yahushua, o Messias, título do escolhido do Criador para reger o seu povo. Não que seja esta a intenção do clérigo, (via de regra, suas intenções são boas).  Em provérbios 14:12 que  há caminhos que ao homem parecem direitos, mas seu fim não é o melhor.
Mas esse sistema de clero e leigos apresenta  características intrín­secas que inevitavelmente fazem dos ‘leigos’ receptores passivos.
O perigo do papel do clero é em sua essência, a profissionalização e centralização dos dons de todo o corpo em uma única pessoa através do clérigo. Em casos severos, o clero chama para si, até  a  auto denominação de "sumo pontífice", ou "patriarca das nações" etc. Tanto é a confusão que muitos caem na tentação da  sede de poder.
Assim, o clero representa a capitulação do cristianismo à tendência da soci­edade moderna à especialização. Os clérigos são especialistas espirituais, especialistas eclesiásticos.
As demais pessoas na igreja são meros crentes ‘comuns,’ que têm empregos seculares e atividades não espirituais nas quais eles podem se especializar, tais como conserto de canos, ensino, marketing.
Assim, o que deveria ser feito por todos os membros da igreja, de modo informal, descentra­lizado, não profissional, é feito por uma única pessoa: O Pastor, um profissional em regime de tempo integral. Como o pastor ou padre é pago para ser o especialista em operações e gerenciamento eclesiásticos, é lógico e natural que os leigos assumam uma atitude passiva na igreja.  
Ao invés de contribuir com sua parte para edificá-la, eles ‘vão à igreja’ na condição de receptores passivos para serem edifica­dos. Em vez de usar seu tempo e energia para exercitar seus dons para o bem do corpo, eles se deixam ficar sentados, assistindo ao clero apresentar seus dons e talentos, ou até só  cumprindo seus rituais programados e em alguns casos seu show de entretenimento dos ouvintes.
Imaginemos uma reunião de domingo. Os membros chegam na hora certa, silenciosamente se assentam nos bancos, olham as cabeças que estão a sua frente,  ouvem o ministro, o qual ocupa uma posição de destaque na frente e no centro. Os membros levantam-se, sentam-se, e só falam e cantam quando autoriza­dos pelo ministro ou dirigente ou por um programa impresso. Coitado dos tímidos neste sistema!.
Na realidade, o que acontece nessa reunião é um retrato microcósmico da realidade da vida da igreja.
Se os membros da igreja pudessem visualizar- que a igreja não é uma associação formal, mas uma comunidade,- que os dons são dados a cada um, sem necessidade de ordenação,- que todos devem participar ativamente do trabalho da igreja,- que o dom de ninguém é mais importante que o dom dos demais,- que a participação de todos é a garantia de uma igreja viva, plena e saudável,- e que esta é a visão da vida de uma igreja bíblica,creio que eles começariam a se perguntar “Afinal de contas, para que estamos pagando o clero ?” uma pergunta que só faz sentido. 
O clero profissional só é necessário quando os membros da igreja NÃO estão desempenhan­do sua parte. Em contrapartida, quando cada membro participa ativamente e dá sua contribuição para o bem do corpo, o ministro profissional torna-se desnecessário. Este fato está sendo compro­vado diariamente nas dezenas de milhares de igrejas nas casas em todo o mundo.
O TERCEIRO PROBLEMA com a profissão clerical é que ela frustra-se a si mesma. Embora seu propósito declarado seja nutrir a maturidade espiritual da igreja, em si um alvo valoroso, na prática ela consegue o oposto, isto é, alimenta uma dependência permanente dos leigos ao clero. 
O clero é para suas congre­ga­ções como pais cujos filhos nunca crescem, como terapeutas cujos pacientes nunca são curados, como professores cujos alunos nunca se formam.   

A presença de um ministro profissional, como o sistema desenha, pode impedir que os membros da igreja assumam a responsabilidade pela vida dinâmica da igreja. E por que razão o fariam, pensam eles, se esta é a obrigação do pastor? Resultado: o ‘laicato’ permanece em um estado de dependência passiva.  Ora  pensaria, o irmão está doente, porque o pastor não vai visitá-lo, pois trabalho o dia inteiro, e ele o que faz?  ou pensaria,  precisamos evangelizar. Ora não disponho tempo para isso, já tem gente cuja profissão é essa. Eu mesma já ouvi o pastor dizer: Gente, se eu renunciasse a essa igreja, ela fecharia. Deu vontade de dizer, ela não fecha por que você não é dono dela. Concluí que essa dependência provocada por este sistema,  não é saudável. 

Por outro lado, imaginemos uma igreja que não tenha conseguido um substituto para o pastor, que renun­ciou. Eventualmente, os membros teriam que rapidamente  acolher o sistema bíblico, mas sem nenhuma experiência sobre este assunto, muitos  teriam que sair de seus assentos; se reuniriam e decidiriam quais membros se encarrega­riam do ensino, quais seriam os conselheiros, quais se encarregariam das ofertas, quais visitariam os doentes, como seria feito a reunião, olhariam uns para cara dos outros, ai, talvez, chegassem à conclusão que ninguém tem tempo disponível, ou tudo é  muito estressante, e numa melhor perspectiva, permaneceriam só com as reuniões e olhe lá! 
Com um pouco de discernimento, chegariam à conclusão de que  todo o corpo  se encarregariam dessas tarefas por meio do Espírito do Criador  que habita em nós. 
Assim, eles seriam levados a descobrir os seus respectivos dons, talentos e a função que têm a desempenhar na edificação do corpo. Com um pouco de ousadia, essa igreja chegaria gradativa­mente a uma mudança definitiva. 
Alguns, descontentes, sairiam à procura de uma igreja no sistema mecanizado com líderes profissionais de tempo integral ou  não. 
Mas os que permanecessem para participar da edificação da igreja, atingiriam a maturidade espiritual muito mais rapidamente do que se tivessem um pastor para fazer todo o trabalho. É uma experiência magnífica que vale a pena experimentar e desenvolvê-la e dedicar-se a esta visão bíblica, como diz o apóstolo Paulo : Mas tudo seja feito para edificação e com ordem, a fim de que , se o incrédulo visitar a reunião entenda o que se passa e se converta.
O QUARTO PROBLEMA inerente à profissão clerical é o mal que faz aos seus próprios mem­bros.
Como todos sabemos, a tarefa do pastor é árdua, ele algumas vezes carrega o fardo sozinho, não consegue  uma equipe boa para auxiliá-lo, sendo muito difícil alcançar-se um ótimo desempenho. 
Esclareço que é justamente o objetivo da visão bíblica é que toda igreja vire a equipe, inclusive os presbíteros, eles são também parte da equipe, todos tem dons e talentos para o Senhor, o presbitério ou cooperadores  também tem seus dons e talentos. O presbitério bíblico tem sua função na igreja, mas sua função é apenas de levar as pessoas a serem edificadas com Cristo, além de ter funçoes  administrativas da repartição das ofertas com as viúvas necessitadas, dentreo outras tarefas, o ministério da palavra, da oraçao etc.

Crentes idealistas que são, convencidos de que estão de fato servindo a Yhwh nessa profissão, a ela se entregam de corpo e alma, só para enfrentarem frustrações, estresse, e verem sua saúde se arruinar. Hoje há uma tendencia do clero seguir uma tal de teologia da prosperidade, que piora mais ainda o fato, pois enchem-se de riquezas e luxo. Esquecendo-se do exemplo de Jesus e do apóstolo Paulo.

Não é de se admirar que seja assim, já que os clérigos têm que desempenhar as funções de toda uma congregação! Como é possível alguém ser ao mesmo tempo um líder nato, orador excelente, visionário, administrador competente, conselheiro abnegado, alguém sábio em tomar decisões, solucionador imparcial de confli­tos, carismático e astuto teólogo?  Não me supreende o fato de alguns terem seguido pelo caminho da teologia da prosperidade, pois como suportar esse fardo todo e sem tanto dinheiro para compensar o massacre psicológico que sofrem? A final de contas dinheiro traz uma alegria ilusória.

Qual a lógica de os membros de uma igreja esperarem que uma só pessoa tenha que fazer todo o trabalho para eles?
A profissão de um pastor ou padre é bastante irrealista. Tão irrealista como uma empresa que espera que um só funcionário desempenhe todo o trabalho ou  seja officeboy, secretário, gerente e presi­dente, conselheiro, psicologo,   enquanto os demais funcionários só comparecem ao serviço uma vez por semana para assistir ao desem­penho sobre-humano desse super-funcionário, apenas dando uma pequena contribuição eventual quan­do solicitado.  Eu peço até que voce, caro leitor, ore muito pelo pastor da sua igreja nesse sistema que adotaram, para que ele não se suicide como o pastor americano Teddy Parker, no dia 13/11/2013, ele falou   a mulher e os filhos para irem à igreja , pois depois iria dar o sermão,  sendo que se matou neste dia. Ou, se católico, interceda pelo padre, para ele ser fiel aos seus votos e conhecer o amor e graça de Cristo,  porque  essa reclusão social que sofre é o seu fardo, pois pessoas humanas não foram preparados para este fardo religioso.

Assim, a profissão clerical requer um desempenho sobre-humano de um ‘super-cristão’. Os crentes cônscios das limitações e fraquezas do ser humano devem saber que não é assim que a coisa funciona. E Deus o sabe; por isso delegou a tarefa de edificar e manter a igreja à responsabili­dade com­par­tilhada de todos os membros, em vez de a uma só pessoa centralizadora, especializada e profissionalizada.
OS CLÉRIGOS são guardadores da igreja. Mas a igreja não precisa de guardadores do tipo clerical que acabamos de considerar. Deus é o guardador, e Ele conclama todos os crentes a parti­ciparem de Sua obra. 
O clero profissional tem a missão de preservar, proteger e ministrar a verdade cristã, os ensinos, a Bíblia, os sacramentos e a autoridade. 
Mas a verdade cristã NÃO é algo tão frágil, e não precisa ser prote­gida por uma classe profissional. O Senhor já falou até por meio de mula, e hoje nos fala através do seu Filho. A verdade cristã também não é nenhum tipo de material classificado, perigoso, que só peritos autorizados, portadores de crachá, possam carregar. Nem é algum bem valioso que precise ser guardado em cofres de alta segurança, sob a proteção de guardas armados. É a função do Espírito Santo e não de uma hierarquia ou  de uma classe autorizada com seu diploma,   pre­ser­var a verdade cristã.
Aprouve ao Espírito Santo atribuir essa função a todos os Seus filhos, para ser por eles compartilhada.Como já vimos, o problema com o clero não está nas pessoas investidas da profissão, pois pessoas estas geralmente sinceras e responsávei, mas no papel social da profissão em si. 
Eventualmente os pastores até que tentam adaptações de seu papel, para torná­­­­‑lo mais realista e bíblico. Mas logo descobrem que não estão agradando, porque as denominações e as próprias congregações cobram dele o desempenho padrão tradicional.
Um problema ainda mais sério que a profissão clerical é que a maioria dos cristãos já redefiniu o que seja uma igreja sadia. Para a maioria dos freqüentadores de igreja, uma igreja robusta e saudável é aquela que cresce numericamente, que tem um pastor maravilhoso, carimástico, figura que inspira poder, apresenta muitas atividades e programas, entretimentos. 
Acontece que, com base nas escrituras, esses fatores são irrelevantes.De acordo com as escrituras, o que é relevante é que cada membro coopere ativamente para o bem do corpo através de sua participação responsável e pela prática de seus dons. 
À luz da Palavra, o que é importante é que os crentes se fortaleçam e adquiram maturidade espiritual através da edificação mútua. Uma congregação do Caminho é um  povo, com ministério descentralizado. Por ‘igreja sem clero’ não queremos dizer que não haja necessidade de ministro em tempo integral ou semi integral ou que não precise de ofertas para ajudar os missionários, como o Ap. Paulo. 
Na verdade, o que a igreja necessita é de que todos membros sejam ministros em tempo integral.
 A pergunta rele­vante aqui é: que tipo de ministérios devem esses ministros desempenhar. 
Segundo o Novo Testa­mento, esses ministros em tempo integral devem estar ministrando no mundo e para o mundo, ajudando o pobre, evangelizando, levando a paz onde há conflito e violência.  De acordo com a Bíblia, é o mundo e não a igreja que precisa de ministros em tempo integral.
O QUE PRECISAMOS hoje é de uma igreja sem clero. Os próprios pastores precisam ser liberados da cobrança de que sejam ultraversáteis, multitalentosos e sobre-humanos. Os leigos, por sua vez, precisam ser despertados da cômoda ilusão de que basta freqüentar a igreja aos domingos e entregar os dez por cento de seus vencimentos. 
Uma igreja sem clero não é algo fácil. Requer a participação ativa de todo o corpo. Mas as recompensas e a alegria de ver o crescimento interior, da participação, da solidariedade, da comunhão são muito compen­sadoras. E todos engajados nesse ideal estarão fazendo com que a igreja deixe de ser um lugar aonde se vai, e passe a ser a algo que todos juntos somos: igreja. adaptado e traduzido de:http://www.home-church.org/voicesdocs/noclergy.htmlpor João Lucas Leite

o que será denominação?

Denominacionalismo é o ato de se dividir do restante do Corpo de Yahushua o Messias, nosso salvador, formando um grupo sob o emblema de uma doutrina, de uma pessoa, de uma pratica, etc.
Cremos no batismo, mas nem por isso devemos nos denominarmos batistas”. 
Cremos que há presbíteros(administradores) no Corpo de Yahushua o Messias, mas nem por isso devemos nos denominarmos “presbiterianos”. 
Cremos nos dons(do grego charismas), nem por isso devemos nos denominarmos “carismáticos”. 
Cremos no pentecoste, mas nem por isso devemos nos denominarmos “pentecostais”. 
Cremos que Martinho Lutero, por algumas razões, desafiou o poder do Papa, mas nem por isso devemos nos denominarmos “Luteranos”. Cremos nos métodos de Yhwh, mas nem por isso devemos nos denominarmos “Metodistas”.
Cremos no advento(vinda) do Yahushua O messias, mas nem por isso devemos nos denominarmos “adventistas”.
Sabemos, pela história,  que o corpo do Messias  foi apelidado de assembléia pelos gregos(são as reuniões se realizavam com alguma frequência entre os gregos, na democracia ateniense na Grécia Antiga) mas nem por isso nos denominamos "assembleianos"
Cremos que a congregação sendo muitos, há um só corpo, mas nem por isso  nos denominamos  "católicos", palavra que vem do grego e significa universal.
Cremos que estamos sob a graça do Messias, mas nem por isso somos "da graça"
ou seja, não somos de Apolo, não somos de Cefas, não somos de Paulo.  Complicado entender isso. Mas um dia chegaremos lá. 
Fica para meditação que no hebraico, congregação é a palavra "oholyau" que significa tenda onde o Criador habita.
Não ousamos colocar sobre nós qualquer nome que não possa ser usado por todos os filhos de Yhwh.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Ecl%C3%A9sia

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

vaso novo

 Com freqüência a igreja institucional de nossa época sabe, pelo menos vagamente, que a congregação que vivia no tempo dos apóstolos  era algo muito diferente, mas, não obstante , segue alegremente em seu caminho, fazendo caso omisso do jeito como os primeiros crentes se comportavam em seus costumes e doutrinas. 
A igreja de hoje pode inclusive alegar que as escrituras é sua única autoridade em "fé e prática", e contudo ignorar virtualmente sua autoridade prática com respeito à prática das congregações. Isso pode ser intencional. Mas o que frequentemente ocorre é que esse impulso surge mais por ignorância, já que as igrejas institucionais são em muitos aspectos como trens. Vão em certa direção, e continuarão indo nessa direção por um tempo bem longo, ainda que todas as mãos tratem de detê-las.
Como ocorre com respeito aos trens, as opções para mudar a direção das igrejas institucionais ainda são, na melhor das hipóteses, limitadas. Se se dispõe de uma alavanca de câmbio ou de um desviadouro, o trem poderia mudar de direção; caso contrário, simplesmente segue os trilhos em que vai. Portanto, todos os que se encontram a bordo do mesmo confiam fortemente que estão no trem certo que segue rumo à direção correta.
As congregações relacionais, como as do Novo Testamento, são diferentes. Essas comunidades não são trens, senão grupos de pessoas que saíram para caminhar. Tais grupos se movem bem mais lentamente do que os trens —só alguns quilômetros por hora no máximo, mas podem virar num momento. Mas importante ainda, podem ser genuinamente solícitas para com o mundo que os rodeia, para com seu amado Soberano salvador e uns para com outros.
Como os trens, as igrejas institucionais são fáceis de achar. Sua fumaça e seu ruído são inconfundíveis. As igrejas relacionais são um pouco mais sutis. Devido a que não anunciam sua presença com luzes intermitentes em cada cruzamento, alguns crêem que as igrejas como essas do Novo Testamento há muito desapareceram. Mas nada poderia estar mais longe da verdade. Por toda parte há igrejas relacionais. Eu pessoalmente venho congregando com uma por mais de um  ano, e nem sei explicar como encontrei-a, se ela é tão discreta. No entanto, grupos como o nosso caminham juntos calmamente, sem se preocupar em atrair uma indevida atenção sobre nós, porque somos simplesmente peregrinos que caminham juntos